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Pâncreas: um novo comprimido ajudou pacientes a viver mais (ASCO 2026)

Numa doença com pouquíssimas opções, um estudo apresentado na ASCO 2026 mostrou pacientes vivendo mais tempo do que com a quimioterapia. Foi liberado nos Estados Unidos em agosto de 2026; no Brasil, ainda não tem registro.

· verificamos em 16/10/2026 · Mandar para alguém

Acesso: Só no exterior Liberado fora do Brasil — ainda não dá para pedir aqui. Ciência: Confirmado em estudo grande Publicado e avaliado por outros pesquisadores.

O câncer de pâncreas avançado teve, por muito tempo, pouquíssimas opções — por isso esta notícia importa. Num grande estudo apresentado na ASCO 2026 (o maior encontro de oncologia do mundo), um novo comprimido ajudou pessoas que já haviam tratado a viver mais tempo do que com a quimioterapia.

Diferente de boa parte do que aparece em congresso, este resultado já foi publicado e avaliado por outros médicos em uma das principais revistas da área — o que dá mais firmeza ao achado.

Atualização de agosto/2026: o estudo foi publicado na íntegra no New England Journal of Medicine em 23 de julho, e a agência reguladora dos Estados Unidos aceitou analisar o pedido de aprovação em 22 de julho. Aceitar analisar não é aprovar — é o começo da avaliação.

Atualização de setembro/2026: em 26 de agosto, a agência dos Estados Unidos (FDA) liberou o uso do daraxonrasib para o câncer de pâncreas metastático em quem já fez ao menos um tratamento (ou não pode fazer quimioterapia combinada) — uma aprovação regular, não acelerada, e meses antes do prazo previsto. Na Europa, a análise segue em andamento. No Brasil, não há registro nem pedido público conhecido na ANVISA.

Atualização de outubro/2026: na Europa, o comitê técnico da agência de medicamentos (CHMP) recomendou aprovar o daraxonrasib, com o nome Rasonque, em 16 de outubro. Falta a decisão final da Comissão Europeia. No Brasil, nada mudou: segue sem registro nem pedido público conhecido.

Por isso, para quem está aqui, segue valendo: passou por um teste sério e já vale nos Estados Unidos, mas ainda não chega ao Brasil. Não é cura, nem muda o tratamento de hoje. O que ele mostra é que o caminho está começando a se abrir onde antes havia muito pouco.