Pulmão escamoso: novo remédio ajudou pacientes a viver mais, em estudo feito na China (ASCO 2026)
Num tipo de câncer de pulmão difícil de tratar, somar o ivonescimab à quimioterapia ajudou pacientes a viver mais, em estudo. Como foi feito só na China, ainda precisa de confirmação — e não está disponível no Brasil.
· verificamos em 22/09/2026 · Mandar para alguém
O câncer de pulmão escamoso avançado é difícil de tratar, e cada nova opção conta. Num estudo apresentado na ASCO 2026, somar um novo remédio (o ivonescimab) à quimioterapia ajudou pacientes a viver mais do que com o tratamento usado para comparação. O achado foi publicado e avaliado por outros médicos.
Há um ponto importante para a honestidade: o estudo foi feito apenas com pacientes na China, e ainda é preciso confirmar se o mesmo se repete em outras populações. Somado a isso, o remédio ainda não está disponível no Brasil.
Atualização de agosto/2026: o remédio foi aprovado na China em 12 de agosto — o mesmo país onde o estudo foi feito. Isso não muda a situação aqui: ele segue sem aprovação nos Estados Unidos, na Europa ou no Brasil, e a ressalva sobre confirmar o resultado em outras populações continua de pé.
Atualização de setembro/2026: num congresso de câncer de pulmão (WCLC, 12 a 15/09), saíram novos dados de outros estudos com o mesmo remédio — um deles com pacientes também de fora da Ásia, mas para outro tipo de câncer de pulmão (com a alteração EGFR). São dados apresentados em congresso, ainda sem publicação em revista. A agência dos Estados Unidos analisa um pedido para esse outro uso, com decisão prevista para novembro de 2026. Para o câncer escamoso desta peça, nada mudou: segue sem aprovação nos Estados Unidos, na Europa ou no Brasil.
É a pesquisa avançando num terreno espinhoso — um sinal animador, ainda em estudo, e não uma mudança no tratamento de hoje.